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Lisbonices

Uma mulher do Norte à conquista da capital

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Dicas para viajar com gatos

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Mudar de cidade não é só difícil para nós e para quem nos é querido e tem saudades... Também é um enorme desafio para os nossos bichanos. 

 

No caso dos gatos, que normalmente odeiam andar de carro/comboio/etc e são extremamente territoriais, ainda consegue ser mais traumatizante. 

 

No entanto, há formas de garantir que o nosso animal é transportado em segurança e com o mínimo conforto possível. Cada gato é um caso, mas partilho convosco o que funciona com a minha gata Raven (de que já falei quando vos expliquei o que era o Gato Fica):

 

- Tentem encontrar a transportadora mais cómoda para o vosso animal. Isto vai fazer toda a diferença caso tenham de viajar algumas vezes.

 

No caso da Raven, tenho uma dura de plástico, mas acabei por optar por uma mais mole, de tecido, que me permite levá-la ao ombro e observá-la mais vezes. Plus, é menos larga, o que faz com que seja possível levá-la em cima daquelas mesinhas que existem nos Alfa Pendulares. Assim, ela não precisa de ir no chão (horrível horrível), está ao nível dos meus olhos (o que a acalma) e consegue cuscar o mundo lá fora através da janela do comboio :)

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- Se é a primeira vez ou se o animal associa a transportadora a idas ao veterinário, convém deixar a transportadora aberta e à disposição do animal uns dias antes da viagem, para que passem a associar este objeto a algo que faz parte do seu dia-a-dia. 

 

- Levem uns biscoitos de prémio para irem petiscando durante a viagem. Acalma-os, mata um pouco a fome e torna a viagem um episódio mais gratificante para eles (yay! treat time!). Se conseguirem encontrar, também existem umas malgas portáteis onde é possível dar alguma água aos bichanos, o que pode ser hiper importante no verão. 

 

- No Inverno, há que levar a mantinha. Entre viagens, para além de os proteger do frio, ainda os faz sentir mais em casa, pois normalmente as mantas acumulam o nosso cheiro e o cheiro do território deles. É uma preciosa ajuda, sobretudo, durante a transição entre espaços. 

 

- A mudar de casa? Então é mesmo importante levar os brinquedos e mantas do animal com ele na transportadora para a nova casa. Vão servir de elo de ligação entre os dois espaços ao chegar e acalmam os nervos durante a viagem. 

 

- Se o gato em questão sofrer mesmo com viagens, há um instrumento fundamental para ajudar na transição: coleiras calmantes para gato, que, durante umas semanas, os fazem sentir que o mundo é um lugar maravilhoso. Yes, existem coleiras calmantes que são perfeitas em mudanças de ambiente, mas também podem optar pela versão em spray, que também costuma funcionar. Com a Raven, optei pela coleira e foi maravilhoso. Ela não stressou desnecessariamente com a viagem nem com a mudança de casa e foi fundamental nos primeiros dias de adaptação ao novo espaço. Recomendo vivamente!

 

- Quanto ao meio de transporte entre cidades, no caso de viagens regulares, a experiência diz-me que a melhor opção é, SEM DÚVIDA, comboio. Mais propriamente Alfa Pendular. Oh yes, a Raven até gosta de andar de comboio, raramente mia, mas prefere, de longe, o Alfa ao Intercidades ou a um automóvel. Porquê? Less bumpy... Os gatos odeiam andar aos trambolhões! Bonus points: se comprarem o bilhete online no site da CP, podem facilmente escolher um lugar à janela e com mesinha de refeição. Assim, o vosso animal pode ir convosco e ao vosso "nível", apreciando a vista e mais acessível em caso de amuos. Pelo caminho e discretamente (lembrem-se: o gato tem sempre de ir dentro da transportadora!) podem sempre ir fazendo umas festinhas ao vosso bichano.

 

- E que tal levar um gato do Porto para Lisboa de avião? Well... Lamento informar mas na Ryanair é proibido e na TAP, da última vez que checkei, custava 35 euros por trajeto. Se for uma opção, façam questão de garantir que o animal vai convosco dentro da transportadora e não para o porão. Ninguém gostava de ir no porão... 

 

- Finalmente, e se for uma opção, não ande sempre com o animal atrás. Isto é especialmente verdade para quem fizer Porto-Lisboa (ou vice-versa) com regularidade. É stressante para os bichanos e não há necessidade. Existem petsitters (e catsitters como o Gato Fica) que tomam conta dos vossos felinos e é importante que fiquem em casa, mesmo que isso implique ficarem forever alone durante um fim-de-semana. No caso dos gatos, se não forem muito clingy, reforça-se a comidinha e a água à disposição e eles aguentam bem um par de dias sozinhos (eu confesso que não consigo deixar a Raven sozinha nem 24 horas, mas normalmente os gatos ficam bem um ou dois dias sozinhos). 

 

Isto já vai longo, pelo que, correndo o risco de repetir alguns itens, se ainda não estiverem esclarecidos deixo-vos aqui um link que me deu muito jeito quando comecei a tomar decisões deste género com a Raven. Boas leituras e boa viagem!

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